Conheça o artista: Red Velvet, as boleiras feministas!

*Atualizado dia 01 de Outubro de 2020*

Eu já estou prestes a entrar de férias (tanto do trabalho quanto da faculdade) e agora o que mais me sobrará é tempo. Não prometo posts diários ou uma certa frequência garantida, pois o que rege esse blog e acredito que todos os outros é a inspiração e a criatividade. Sem elas meus posts ficam horrivelmente básicos e monótonos. Então rezem para eu me inspirar bastante, porque eu realmente quero movimentar esse blog nessas férias.

Agora, mesmo após acabar de criar um quadro novo, venho para expandir o universo do Gosto Meu mais um pouco. ‘Conheça o Grupo’ será algo que promete ser o quadro mais complexo do blog todo e ao mesmo tempo contará com uma dose considerável de sarcasmo, piadas de gosto duvidoso e verdades que podem doer.

Se você tem estomago fraco para ver seu fave recebendo comentários que talvez sejam inconvenientes, pare por aqui e não leia este post (nem essa série como um todo). Se você está “okay” com isso, vem comigo pra se divertir. Let’s go.

Obs.: Não é segredo para ninguém que Red Velvet é meu grupo favorito no k-pop inteiro. Logo, é óbvio que começarei por elas. Superem.


Introdução

O grupo é formado por 5 mulheres incríveis que se uniram a pedido do papa Sooman para lutar contra a heterossexualidade abusiva coreana e talvez mundial. Inicialmente o line-up contava com apenas 4 delas (Irene, Seulgi, Wendy e Joy), mas a empresa percebeu que esse quarteto só ia conseguir atrair os olhos dos “adultos”, logo, decidiram adicionar Yeri pra conseguir uma forcinha a mais vindo da criançada e de suas mães que acabariam acompanhando o grupo por tabela.

Nome do Fandom: ReVeLuv (Luvies)

Lightstick Oficial:

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Integrantes

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Nome Artístico (Nome Real): Irene (Bae Joohyun)

Data de Nascimento: 29 de Março de 1991

Cidade Natal: Daegu, Coreia do Sul

Signo: Aries

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Nome Artístico (Nome Real): Seulgi (Kang Seulgi)

Data de Nascimento: 10 de Fevereiro de 1994

Cidade Natal: Ansan, Coreia do Sul

Signo: Aquário

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Nome Artístico (Nome Real): Wendy (Son Seunghwan)

Data de Nascimento: 21 de Fevereiro de 1994

Cidade Natal: Seul, Coreia do Sul

Signo: Peixes

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Nome Artístico (Nome Real): Joy (Park Sooyeong)

Data de Nascimento: 03 de Setembro de 1996

Cidade Natal: Seul, Coreia do Sul

Signo: Virgem

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Nome Artístico (Nome Real): Yeri (Kim Yerim)

Data de Nascimento: 05 de Março de 1999

Cidade Natal: Seul, Coreia do Sul

Signo: Peixes

Conceito e Descrição do Grupo

Nascido em uma época conturbada em sua empresa, o grupo foi vítima de um rótulo que eu acredito ser verdadeiro de que ele nasceu para tapar as polemicas de seus colegas. Ainda por cima, elas tiveram um 2014 conturbado com o single de debut, Happiness, contendo imagens explicitas do atentado de Hiroshima e Nagazaki e logo após isso um “comeback” que foi extremamente mal recebido por todos, por se tratar de um cover do SES.

Após isso, a SM deu uma organizada na casa, deu um norte para as novatas e em 2015 Yeri foi adicionada ao grupo (sendo mal recebida pela fanbase que gerou um barulhinho, mas nem foi pra tanto) e elas lançaram seu primeiro EP (que eu considero como debut delas) Ice Cream Cake com dois singles promocionais completamente opostos: Automatic e Ice Cream Cake (este segundo se tornou bem popular e catchy entre os idols que adoravam fazer “covers” da coreografia).

SM que não é boba nem nada, inventou que o grupo teria uma dualidade quanto aos seus lançamentos, seus lados seriam ‘Red’ (conceito que dá pra dançar de saia plissada sem parecer estranho) e ‘Velvet’ (conceito que dá pra dançar de micro tubinho vermelho sem parecer estranho).

Também em 2015 o grupo lançou seu primeiro LP, cujo nome é The Red e contém inúmeras canções ótimas deste lado mais aegyo delas. O single Dumb Dumb veio para estabelecer outro marco na carreira delas pelo tom esquizofrênico e debochado, tanto da música quanto do clipe. Se tornou o segundo viral do grupo e reforçou a identidade que elas começaram a estabelecer.

Após este álbum muita expectativa foi criada para o próximo comeback do quinteto, já que por lógica deveria ser focado no lado oposto ao do anterior e muita gente queria saber o que a SM faria para tornar o lançamento interessante. Acontece que The Velvet foi lançado com o single One Of This Nights e ambos não atingiram as expectativas (nem comercialmente). Apesar de toda a força vocal e harmonia que as meninas mostraram ter, não foi o suficiente para salvar esse álbum que se consiste em baladas aguadas, com exceção da excelente Cool Hot Sweet Love que merecia ter sido single.

Com a Coreia comprando só o lado ‘Red’ e esquecendo o ‘Velvet’ no churrasco, a SM deu mais uma cartada de mestre e inventou o lado ‘Red Velvet’. Que basicamente é o lado ‘Red’ só que com outro nome para eles poderem alternar os conceitos com mais coisas rentáveis ao invés de ter que se arriscar uma vez ao ano com coisas que ninguém estava afim (ESTAVA, guardem essa palavra).

Assim, ainda em 2016 a SM deu uma revirada nas demos que estavam engavetadas (e eu vou voltar a tocar neste assunto mais para frente) e escolheu Russian Roulette como o novo single delas. A música atraiu um número muito grande de fãs por se tratar do aegyo (que estava em alta naquela época), mas sem cair naquela coisa água com açúcar que outros grupos vinham lançando aos montes. Assim como todo comeback com essa pegada mais fofa, a música se tornou outro viral entre os idols e por bastante tempo foi considerada a música mais bem sucedida delas.

A esta altura do campeonato, acredito eu que a SM se tocou que a carreira das meninas precisava de um melhor planejamento quanto à frequência de lançamentos e sobre qual lado elas abordariam em cada um deles (pois até 2016 tudo parecia ser decidido meio no calor do momento, com eles se esforçando bem pouco para mostrar o poder do lado mais maduro do quinteto). Na minha cabeça todos os responsáveis do grupo se sentaram em volta de uma mesa e planejaram os próximos quatro singles que seriam trabalhados por elas, em um período de um ano, aproximadamente. Tenho esta “fanfic” em mente, pois o 2017/janeiro de 2018 delas foi impecável.

O primeiro passo delas nesta icônica época foi o single Rookie, cujo EP tem mesmo nome. Quando foi lançado, dividiu opiniões por se tratar de mais um aegyo, só que extremamente fumado e barulhento, ou seja, com muita cara de Red Velvet. A esta altura do campeonato os fãs imploravam por que as fizessem estourar de vez e conquistar o público “comum”. E acho que se decepcionaram justamente porque essa farofinha aqui não tem este “potencial”.

Leia também: Comentando o Álbum: Rookie – Red Velvet [2017]

Mas com o anuncio da morte do Sistar (rainhas oficiais do verão coreano), todos os girlgroups e suas empresas estavam de olho nesta fatia considerável de fãs que ficariam órfãos e sem nenhum norte, dando inicio à primeira batalha sanguinária pelo posto de Summer Queens, em 2017. Vários nomes tentaram, mas as boleiras saíram vencedoras, seja pelo bopzão que é Red Flavor ou seja pela influencia (lê-se, dinheiro) que a SM tem para com a mídia, além de terem exatamente uma demo de verão pronta para ser lançada (coincidência? acho que não). Com certeza The Red Summer (o álbum mais redondinho delas até agora) foi e continuará sendo um grande marco para o grupo e dificilmente terá chances de ser superado.

Leia também: Comentando o Álbum: The Red Summer – Red Velvet [2017]

E aí quando todos achavam que a SM já tinha desistido do ‘Velvet’, chegou a espevitada porém sensual (visualmente), Peek-a-Boo e o ótimo álbum The Perfect Velvet. E não parou por aí, o lançamento ainda ganhou um repack com a sexy Bad Boy e tendo como título do álbum The Perfect Red Velvet. Sinceramente, fiquei completamente confuso e acredito que a esse ponto os lados do Red Velvet são meramente ilustrativos, visto que o álbum de nome Velvet tem uma música que é uma mistura entre o ‘Red’ e o ‘Velvet’ e o álbum ‘Red Velvet’ tem uma música completamente sexy e piranhesca com ares visuais de girlcrush.

Leia também: Comentando o Álbum: The Perfect Red Velvet – Red Velvet [2018]

O grupo acabou tendo um ótimo timming pois se até ano passado o que dava dinheiro eram coisas bonitinhas, emulando crianças e com vozes de gás hélio, em 2018 finalmente o jogo virou. Coisas maduras como sexy-concept e o girlcrush estão em alta não só na Coreia como também para o publico ocidental que está cada vez mais abraçando o k-pop e querem exigir e impor conceitos para seus grupos favoritos.

Então chegamos no verão de 2018 e mais uma vez Red Velvet causou controvérsias (mas em escala muito menor se comparado com as do passado). As meninas já têm uma quantidade muito grande de fãs internacionais que chegaram principalmente no período pós-Bad Boy e estes obviamente estranharam quando elas voltaram com Power Up e seu aegyo “inesperado”. A música e o álbum (intitulado Summer Magic) são bem bons, mesmo não sendo os melhores delas. E já que o título de Summer Queens estava impregnado no quinteto, então é óbvio que fez muito sucesso na Coreia. E agora a SM pôde focar seu próximo lançamento em quem estava chateado, os ocidentais.

Leia também: Comentando o Álbum: Summer Magic – Red Velvet [2018]

Really Bad Boy foi lançada no final de 2018, trazendo não a “salvação do grupo”, mas sim outra música controversa. O pancadão repleto de elementos e escolhas duvidáveis em seu instrumental não agradou uma parcela significativa do público, mas eu adorei. Como eu já disse, ela é repleta de elementos, gritos, sussurros e uma coreografia tão louca quanto, mas todas elas executaram tão bem e com tanta vontade que nem dá para desgostar. Principalmente por contar com um álbum bem competente.

Leia também: Comentando o Álbum: RBB – Red Velvet [2018]

Após este lançamento, as meninas ficaram um certo tempo sem lançar nada na Coreia e tiveram seu período mais do que merecido para respirarem. Mais tarde em 2019, a SM anunciou que seu girlgroup favorito estaria voltando e dessa vez com um projeto dividido em três partes. A primeira delas, ‘The ReVe Festival’ Day1, foi lançada com o single Zimzalabim em 19 de junho, que é tão esquizofrênico quanto o anterior, mas ironicamente foi muito bem aceito pela grande maioria. Se tornando o primeiro passo, rumo a uma série de lançamentos que prometia ser outro marco para a carreira do quinteto.

Leia também: Comentando o Álbum: ‘The ReVe Festival’ Day1 – Red Velvet.

Durante as promoções deste lançamento, a Joy disse que RBB e Zimzalabim eram outras possíveis opções que elas tinham para realizar seu comeback lá em 2016, mas Russian Roulette foi a escolhida dentre as três. Sendo essa, meio que uma confirmação da minha teoria sobre 2017 ser tão bem planejado quanto o atual projeto, já que não teria motivos para engavetar as perdedoras por tanto tempo assim *boooom* cabeças explodindo.

Dando sequência ao projeto, o grupo lançou em 19 de agosto o maravilhoso single Umpah Umpah, acompanhado de mais um EP, dessa vez intitulado ‘The ReVe Festival’ Day2. A recepção nos charts foi bem boa, mostrando que o grupo estava sim conseguindo uma maior estabilidade. Já que antes, elas viviam num eterno “hit or miss“.

Algumas pessoas não gostam da música escolhida como single. Já eu, não gosto é do álbum e considero um dos mais fracos da discografia delas. Tanto é que ele nem ganhou uma review para chamar de sua. Pois não me inspirou, nem pra falar mal.

No mês de outubro, começou a rolar vários rumores internet a fora, sobre o encerramento do projeto estar previsto para início de novembro. Inclusive, Yeri pintou suas madeixas de rosa para o possível lançamento. Porém, não veio e a pirralha até voltou as madeixas para o castanho básico.

Mas foi em 23 de dezembro que as boleiras resolveram dar o maior presente de natal para seus fãs. Entregando assim o ‘The ReVe Festival’ Finale acompanhado de Psycho, em forma de single promocional. O álbum, não recebeu rótulos, mas eu e minha bolha social consideramos ele um LP. Pois contém não só as músicas dos álbuns anteriores, como também algumas inéditas. Somando 16 faixas no total.

Leia também: Comentando o Álbum: ‘The ReVe Festival’ Finale – Red Velvet [2019]

Foi um sucesso absurdo, se tornando o álbum mais vendido do quinteto, além do single ter agarrado vários #1’s nos charts coreanos. E só não conseguiu um CAK, pois foram barradas pelo Changmo em apenas um chart. Além disso, bateram até o BTS, como o single de 2019 a passar mais tempo no TOP5 do Genie.

Infelizmente, antes das meninas conseguirem performar a música ao vivo pela primeira vez, Wendy sofreu um acidente num evento da SBS. A integrante do Red Velvet, caiu de uma alta estrutura e se machucou feio. De lá pra cá o grupo segue sem comeback, visto estarem esperando a integrante retornar.

Mas neste meio tempo, a SM resolveu lançar a primeira unit derivada das boleiras. E em 6 de julho de 2020 rolou o lançamento do single Monster, com o EP de mesmo nome, da unit Red Velvet – Irene & Seulgi. E uma das faixas do álbum foi lançada apenas na versão física, pois a empresa queria guardar para um “boost” na divulgação.

Leia também: Comentando o Álbum: Monster – Red Velvet Irene & Seulgi [2020]

Assim, duas semanas depois, saiu a versão digital de Naughty, acompanhada de um clipe com muita lacração e coreografia difícil. Esta que foi repetida incansavelmente no Tik Tok, tanto por outros idols, como pela galerinha que queria se desafiar. Acabou que esta unit fez um sucesso absoluto para o nível das boleiras, superando as vendas físicas do próprio grupo.

Além de toda a discografia cheia de coisas inesperadas e coesas dentro da proposta do grupo, eu amo o fato das integrantes terem a “cabeça jovem” como diria minha mãe. Para meninas bonitas que nasceram e cresceram na Coreia (menos a Wendy que é coreana mas cresceu no Canadá), elas dão um show sobre feminismo sempre que são colocadas frente ao assunto menos a Wendy, por ironia do conservadorismo. Não levam desaforo pra casa vindo de macho abusado não, respondem eles sem descer do salto, mas não deixam o assunto “passar batido”.

E também quando são colocadas em vestidos muito curtos/desconfortáveis elas não escodem isso e não fingem que está tudo bem (porque não está). Pode parecer falta de profissionalismo, mas é demonstrando essa insatisfação que elas vão conseguir alguma coisa em um mercado tão sensacionalista e principalmente machista. Não é atoa que elas mesmo sendo um girlgroup, têm um público feminino tão grande. ♥


Obs.: Eu só citei a carreira coreana delas pois dificilmente eu me atraio por coisa lançadas em outras línguas (tipo o japonês por exemplo).

14 comentários em “Conheça o artista: Red Velvet, as boleiras feministas!

  1. Velvetas ❤ Primeiramente, achei super útil o fato de você colocar os signos de todas elas (inclusive, é sensacional o fato de elas terem um equilíbrio astral com cada uma das quatro integrantes iniciais sendo de um elemento – a Yeri repete o elemento água com Peixes, mas isto a gente ignora kkk) e adorei o estilo meio fã-clube do post xD

    Saudades tempo pra escrever os posts com calma :/ (até queria ver se consigo fazer o post do Red Velvet amanhã, mas do jeito que as coisas estão, não sei não…). Eu até estou bolando uma surpresa pra poder lidar melhor com o tempo disponível que terei para cuidar do Aquário Hipster no ano que vem… Ela vai ao ar neste final de semana, aguardem xD

    https://aquariohipster.wordpress.com/

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  2. gostei muito desse tipo de post,conheci o seu blog faz uns 3 dias mas já amo
    sugestão de grupos para conheça o grupo:2ne1,4minute,t-ara,kara,brown eyed girls,exid,lovelyz

    Curtido por 1 pessoa

  3. Esse post me fez perceber que não há um single do Red Velvet que eu não escuto (talvez RBB tenha demorado um pouco, mas tá lá na playlist) e isso nem é coisa de fã porque eu nem sabia o nome da fanbase ou que elas eram feministas (em um padrão coreano ou não). Gostei muito, principalmente por eu poder acompanhar a trajetória e as polêmicas de um grupo que escuto muito mas sei tão pouco. Muito bem escrito tbm.

    Curtido por 1 pessoa

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