Comentando o Álbum: Eclipse – EXID [2017]

Dezembro está sendo um mês de vacas magras em vários sentidos. Desde pautas mornas demais para ganhar um post até premiações que não passam de um teatrinho cheio de fiasco e que nem está disposto a tentar convencer do contrário. Para tentar reacender a chama do blog e não deixa-lo uma semana inteira sem nenhum post, resolvi fazer uns comentários sobre um álbum aí do EXID que é bem bom e que merece meus esforços.

O mini que recebeu o nome de Eclipse, por motivos de que elas queriam dizer que sem a Solji o grupo estava em “eclipse”, começa já com uma da melhores músicas do ano, Boy. Ela tem um instrumental contido mas que consegue envolver qualquer um, mesmo em uma primeira ouvida. Aqui as meninas também aproveitam a ausência de Solji para se arriscarem em novas técnicas vocais ao invés de esperar a main vocal salvar todo mundo com os highnotes. Win/win.

A segunda faixa do álbum e também a title, é Night Rather Than Day. Foi um certo divisor de águas dentro da própria fanbase e ficou marcado como o single mais 8 ou 80 do grupo. Particularmente eu gosto muito dela e parece que o tempo só a faz ficar melhor. O clima mais sóbrio porém sem deixar aquele lado piranhesco delas de lado casou super bem com a ideia que elas queriam expressar de que elas não são “piranhas completas” sem a presença de Solji. Além disso, foi o melhor uso do neon-aesthetic-concept num MV até hoje.

How Why vem para dar ao grupo uma daquelas músicas bem praianas e que vários DJs amam lançar por aí. Tem um instrumental bem gostoso mas que às vezes pode ser irritante dependendo do humor do dia. A dinâmica entre os vocais das meninas é ótima e elas conseguem fugir bem daquela forma padrão e viciosa do grupo (aliás, LE cantando enquanto Hyerin harmoniza ficou incrível). Não é um destaque para o álbum, mas consegue ser bem competente.

E por incrível que pareça, a balada Milk foi jogada nas costas da Hani ao invés de ir para a segunda vocalista mais potente do grupo (Hyerin). E isso meio que acabou sendo um ponto positivo para o resultado final. Não só temos Hani cantando lindamente como se fosse uma trintona amargurada, como também não temos aqueles excessos que os vocalistas mais “potentes” geralmente cometem.

Em Velvet, foi a vez da LE conseguir seu momento solo. O rap da loira é bem gostoso de se ouvir e a faz roubar a coroa de bad bitche da CL sem muita dificuldade. A música (assim como o álbum como um todo) é bem contida e não explode a ponto de virar uma farofa e a gata consegue moldar sua voz de uma maneira tão gostosa enquanto canta sobre o boy e a magia dos seus lábios de mel. Mais uma música bem boa para a listinha.

Com três músicas bem acima da média, uma balada boa e uma música padrãozinho de DJ ocidental que não ofende, Eclipse é um EP bem forte para o k-pop atual. As meninas conseguem sim segurar o grupo com quatro integrantes e entregaram algo que estaria ali na mesma casa que ‘Good Evening‘ do Shinee que trás uma certa melancolia, mas ao mesmo tempo uma alegria e vontade de viver. Foi bom para dar uma equilibrada na imagem farofeira e “descompromissada” que o grupo carrega(va).

Nota: 7,5

6 comentários em “Comentando o Álbum: Eclipse – EXID [2017]

  1. O MV de Night Rather Than Day é lindo mesmo, tanto que prefiro ver no mudo. q
    “Foi bom para dar uma equilibrada na imagem farofeira e “descompromissada” que o grupo carrega(va).” Hm, essa perspectiva torna esse EP menos inexpressivo do que eu achava. Não tinha pensado assim antes.

    Curtido por 1 pessoa

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