Comentando o Álbum: Press It – Taemin [2016]

Se tem uma coisa que eu adoro fazer é me contradizer. Vivo falando mal dos machos do k-pop, dentro da minha bolha social, mas sempre dou uma chance quando eles lançam alguma coisa (trouxa? sou). Mas tem um homem em específico que são poucos os que têm coragem de criticar.

Taemin é o menino de ouro da SM e dos ggstans. O cara vem de um grupo muito bom, tem uma discografia solo impecável e sempre está rodeado de mimos da empresa e dos fãs de girlgroups talento. Mas grande parte disso é puro mérito dele, pois está para nascer alguém que dance, cante, tenha uma presença de palco como a dele e seja lindo.

Sua empresa já até tentou lançar substitutos para ele, mas não achou pessoas que fossem tão boas quanto. Kai é lindo, tem muita presença de palco e dança muito bem, mas o coitado tem uma habilidade vocal limitada. Ten também é muito bonito, se move graciosamente nas coreografias e canta muito bem, porém não tem toda essa desenvoltura para prender os olhares em si, quando está num palco.

Assim, a empresa tem que se contentar em dar solos pro menino Taemin. E que bom, pois amo tudo que ele lança. Em especial, o primeiro LP do garoto, Press It.

O álbum abre com Drip Drop que basicamente serve como uma intro para dar o tom de todo o trabalho. Ela tem toda a dramaticidade que o Taemin adora trazer em suas coisas, mas também serve como uma farofa das boas, ou seja, mostra o melhor dos dois mundos. Além disso, possui todas as coisas que eu amo ver ele fazendo num lançamento: tem grito, gemido e coreografia arrastando o piru no chão. Win/win.

Para ser sincero, os dois singles deste álbum, apesar de serem muito bons, não entram em meu TOP10 de músicas do Taemin. Eu até entendo e acho inteligente o garoto ~começar~ a trilhar sua carreira solo com uma pegada mais “SHINee que resolveu despirocar” como Press Your Number. Porém, eu gosto bem mais de quando ele começou a virar a bicha sexy número um da Coreia.

A primeira b-side a dar as caras está entre minhas faixas favoritas do álbum e, ironicamente, é uma balada. Soldier foi uma das primeiras músicas escritas pelo Taemin e já mostra o potencial do garoto para produzir coisas de pseudo-superação. Eu sempre critico esse estilo de faixa aqui no blog, porém a real é que gosto bastante quando o idol/produtor sabe deixar tudo mais impactante e dramático. O que me incomoda mesmo é quando elas são inofensivas demais, o que não o caso desta aqui.

Already é mais uma balada, porém desta vez traz um instrumental muito bem trabalhado e vocais on-point como sempre. Eu fiquei impressionado ao perceber que neste álbum até a maioria das baladas tem o mínimo de esforço para não serem aquelas coisas água com açúcar de artista de k-pop. Mesmo que ela não esteja entre as favoritas, é uma ótima pedida para momentos de depressão.

E de repente começa Guess Who. Eu realmente não entendo o motivo de terem deixado isso aqui morrer entre as b-sides, mas não é como se ele fosse o primeiro artista da SM a fazer isso com uma faixa com potencial de ser single. A canção é uma delícia com cara dessa coisa meio Michael Jackson que o Taemin gosta de apostar, somada a todas as técnicas vocais que ele esconde dentro da sua caixinha de pandora. Só sei que na calada da noite eu fico imaginando em como isso seria incrível acompanhado por um clipe de roubo ao Banco Central, seguido de perseguição de carros em uma daquelas pontes interestaduais infinitas.

O ritmo volta a desacelerar em One by One, provando que o menino de ouro é ótimo tanto na farofa quanto na melancolia. Mais uma vez temos um instrumental que foge do óbvio e um refrão grudento, que conseguem deixar a faixa memorável o suficiente. E como a maioria das letras do cantor, essa daqui é safada ao extremo com ele pedindo para a pessoa abrir as pernas, para que ele possa preencher o “espaço vazio”.

Em seguida temos mais uma das minhas favoritas. Mystery Lover começa com o toquinho de uma caixinha de músicas e estende ele durante toda a faixa, acrescentando inúmeros elementos, seja estalos ou vocais de apoio. Além disso ela grita por uma performance bem safada e apelativa em um desses MAMAs da vida infelizmente não tivemos.

E se eu já falei de danadices lá em cima, aqui temos o ápice. Sexuality não tenta ser nada menos que um sexy-concept descarado desses que qualquer macho gostaria de lançar, mas que só o Taemin tem coragem e apoio da empresa para fazer. A música é completamente envolvente e consegue com sucesso fazer a gente entrar no mood de grande-gostosa. E se para vocês os gemidos jogados nos versos não são suficientes, sempre lembrar que em uma das linhas ele diz “se eu derreter e você engolir tudo / finalmente, nos tornaremos um só“.

Após oito faixas genuinamente boas, caminhamos rumo ao final com Until TodayHypnosis. Essa duplinha faz o papel de músicas para encher espaço na tracklist e são bem… mé. Não são horríveis e/ou inaudíveis, mas acredito que poucos se lembram das duas quando ouvem o nome do menino Taemin. A segunda pelo menos serve muito bem como uma dessas faixas que os realitys gostam de selecionar para seus trainees mostrarem os vocais.

Press It é um álbum extremamente variado, com diferentes sonoridades e ritmos. A organização da tracklist é horrorosa, mas neste caso eu acho que me ajudou a dar atenção à todas as faixas mesmo que algumas eu tenha a certeza de serem mornas. A intenção do cantor parece não ter sido a de contar uma história, mas sim de jogar um monte de música na nossa cara. Então vale a experiência de ouvir as canções na sequência proposta.

Nota: 8,5

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