Comentando o Álbum: Watch Me Glow – Kyla Massie [2020]

Kyla, como já comentei anteriormente, é uma ex-integrante do finado Pristin. Ela foi a primeira a jogar a toalha e voltar para seu país de origem, pois usou sua inteligencia dentro da média, para ver que daquele mato ali já não sairia mais coelhos. Todos sempre acharam que ela seguiria em uma carreira comum, talvez fazendo até alguma faculdade, mas esse ano a coisa mudou.

De uma hora para outra ela anunciou seu debut como cantora solo em território americano. O trabalho é todo autoral e a gatinha não possui uma empresa por trás disso. Isso já dá uma animada por saber que ela vai falar o que quiser nas músicas. E quem sabe até jogar muita merda no ventilador…

O EP começa com Homecoming. Esta que poderia estar no catálogo de qualquer rapper do mundo, do tanto que é genérica. Sua função é de abrir o álbum e cumpre muito bem com esse papel, já que na letra temos até algumas shades para seus haters. Inclusive algumas frases em coreano, que servem como garantia de que os corebas vão entender o recado.

Como música para minhas playlists, ela não funciona muito, apesar de se encaixar bem na tracklist. E também tem cara daqueles singles que ganham clipe após uns três meses do lançamento do álbum.

Em seguida temos Watch Me Glow, a melhor shade possível para a Pledis e quem sabe, até para algumas ex-coleguinhas de Pristin. A música fala sobre amor próprio e sobre como a liberdade é muito mais satisfatória do que estar em um grupo “famosinho”. Ainda conta com frases passivo-agressivas onde a Kyla não diz que será a melhor cantora do mundo, porém deixa bem claro que vai usar de seu brilho próprio para conquistar seu lugar no mundo.

A pegada teen da música me agrada muito e acho que combina super com a imagem da Kyla. Essa talvez seja minha favorita do EP, não só por ser boa, mas também por vir acompanhada das shades. Dá até vontade de ver ela hitando só pra Pledis ficar sabendo que ela debutou solo.

E como prova de que você sai do k-pop, mas o k-pop não sai de você, a gatinha entregou Lost. Essa que conta com dois grandes clichês do estilo que é a balada e o hipster fundo de quintal. O resultado ficou agradável, porém com o tanto de shade nesse álbum, uma música sobre estar perdida, meio que fica ofuscada.

Em seguida, mais uma letra meio blé, porém que faz valer a pena o play. E digo ainda que se você perdeu a graça na Doja Cat, como eu por conta dos closes errados dela, OohLaLa é perfeita para substituir o lugar de ‘Say So‘ em nossas playlists. E isso é muito bom.

Mais uma baladinha, porém eu perdoo Away por ela ter uma shade absurda às ex-Pristin, onde Kyla diz “obrigado pela amizade, mas acabou e você pode ir pra puta que pariuem livre tradução. Fora me fazer pensar a noite toda sobre qual ou quais das garotas são os alvos disso, a música passa batido, mas dentro do álbum é agradável.


No fim do dia, esse debut foi legalzinho, apesar de extremamente genérico e por vezes, até esquecível. Ouvir as músicas é legal, mas não é como se a Kyla entregasse algo forte que fizesse ela ganhar algum novo fã. Na realidade, acho que as pessoas se afeiçoam mais a ela pela história do que pelas músicas.

É ótimo, se isso for só um projeto isolado para ela poder afogar as mágoas e finalmente jogar seu caderninho de anotações no lixo, sem a culpa de ver músicas indo para o além com ele. Porém se a ideia é continuar tentando crescer e chamar atenção na indústria, ela vai ter que fazer um pouquinho mais… ou se contentar com os streams baixos.

Nota: 6,5

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