Comentando o Álbum: 回 Song of the Sirens – GFriend [2020]

GFriend fez seu segundo comeback do ano, sendo também o segundo sob as asas da Big Hit. Para ser sincero com todos vocês, eu já tinha desistido do sexteto muito tempo atrás. Elas me davam preguiça de acompanhar, pois eu sempre vi um potencial enorme nas integrantes, que não era bem aproveitado pela empresa “antiga”.

Tá que a Source Music continua sendo a marca fantasia delas, porém quem realmente move os pauzinhos agora é a Big Hit. E o trabalho parece estar sendo muito bem feito. ‘Crossroads‘ foi morna e eu nem me dei o trabalho de ouvir o EP por inteiro. Mas agora fica bem claro que a BH só estava tentando fazer uma transição mais “orgânica” com elas, visto que o fandom já foi bem cuzão ao boicotá-las no passado, quando tentaram amadurecer.

E dessa vez, trouxeram Apple como single, o hino que me faz querer sair desfilando e comendo maçãs ao redor da casa. A música não para de crescer comigo e já a considero como a melhor title da vida das meninas. Único lado negativo é que não percebi tanta diferença entre os vocais das gatinhas. Eu costumava adorar distinguir cada um dos timbres agudos, mas nessa aqui parece ser tudo uma massa amorfa. Mas se esse é o preço para receber músicas boas… eu pago sorrindo.

Eye Of The Storm, a primeira b-side a dar as caras, é só mais uma música dessas que elas usavam como single nos lançamentos de começo de ano desde 2018. Não tem lá grande invenções, mas consegue me cativar mais que ‘Sunrise‘ e que a já citada ‘Crossroads‘. Só não consegue bater mesmo ‘Time For The Moon Night‘, que é perfeita e dificilmente será superada por uma de suas cópias.

Room Of Mirrors me soa mais como uma boa atualização da sonoridade das gatinhas. Ainda tem cara de GFriend, porém parece ter uma pitada a mais de melancolia e força. Como se algum produtor do Dreamcatcher tivesse se unido ao projeto para trazer a dramaticidade das filhas-do-capiroto à uma música das filhas-de-Adão-e-Eva.

Na terceira b-side, temos nada mais que uma música desses animes voltados para o público teen, mas que na real é assistido pela galerinha 20+. Tarot Cards é animada e novamente temos o sexteto se jogando em uma sonoridade que pode ser facilmente ligada a elas mesmo que o normal seja só despejarem músicas mais sem sal que essa.

Em seguida temos uma que me deixou bem curioso pelo título inesperado e… Crème Brêlée me impressionou (no mal sentido). Ela só pega a fórmula de ‘Any Song‘ e mistura uma quantidade bem grande de açúcar. Não é o tipo de coisa que quero ouvir e muito menos o tipo de coisa que consigo imaginar o GFriend performando.

Para encerrar o álbum, temos Stairs In The North que nada mais é que uma baladinha que começa no violão, dessas que a Taylor Swift está cansada de lançar. Só que depois é acrescida de vários outros instrumentais que tentam deixar a coisa mais épica. Deve funcionar muito para os fãs do grupo, mas comigo não foi mesmo não sendo ruim.

No fim do dia, este é um álbum com um clima bem coeso. A única música que destoa da sonoridade é o single. O que é completamente perdoável, pois é um hino. O GFriend ainda tem um caminho longo a percorrer no meu coração para que engula todas suas b-sides. Mas para o desespero dos anti-BTS a Big Hit parece estar arrumando a casa bem direitinho e garantindo um resto de carreira digno para as meninas.

Nota: 6,7

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