GFriend encarnou o sapatonas-gostosas-concept e entregou outro grande número para 2020.

Se no ano passado eu tivesse que definir o GFriend em uma categoria, eu provavelmente diria que o sexteto era um esperdício de potencial. Tá que em tal época elas já tinham despejados uma das minhas músicas favoritas do k-pop, mas mesmo assim era muito difícil de criar qualquer expectativa por seus retornos.

Isso devido a enorme bagunça que foi o desenvolvimento das gatinhas. O começo de carreira é até que super inteligente, aproveitando da modinha do momento para tentar uma consolidação no mercado. Depois tentaram amadurecer um tiquinho e desistiram no meio do caminho, pois os pedófilos ainda não estavam prontos para assistir elas de shortinhos pretos. Tentaram replicar a magia do início de carreira, com saias plissada e muita natureza-da-campina, mas não deu certo.

Daí lançaram a maravilhosa ‘Time For The Moon Night‘ e depois disso passaram a experimentar “novas” sonoridades, enquanto replicavam a canção supracitada uma vez ao ano.

Mas parece que em 2020 elas resolveram virar a chave mesmo e despirocar gostoso vamos fingir que ‘Crossroads‘ foi uma b-side e ‘Labyrinth‘ foi o single do começo do ano. E dessa vez, choquem-se, sem voltar atrás.

‘Mago’ bebe da fonte retrô que todo mundo anda fazendo, especialmente nesse segundo semestre. Mas não é nesse blog que vocês vão ver alguém reclamar do estilo se saturando, pois isso aqui é muito melhor do que hip hop, tropical-house, latin-pop, trap ou qualquer outra modinha do mundo pop. Somado ao fato das irmãzinhas do BTS estarem executando um número que vai numa crescente absoluta até desembocar numa fritação de cu lá pro final. Uma faixa sem muita invencionice, mas muito redondinha no que se propõe.

Na verdade, até resolveram trazer algo “inovador”, só que no clipe… E pra tentar contextualizar vocês, na Coreia do Sul os LGBT+ são muito mal vistos mais do que no Brasil. E para poder curtir uma balada e beijar na boca sem ser julgado, a galerinha do vale frequenta boates gays/lésbicas que ficam em lugares escondidos e dificilmente alguém que não é “do rolê” vai encontrar.

Dito isso, tá mais na cara que nariz, que o GFriend foi rebolar a raba numa balada de sapatão. Pelos motivos de a) o bagulho ser literalmente num túnel b) só ter mulher no clipe todo c) Yuju, SinB e Sowon estarem exalando cheiro de couro. Alías… Yuju do céu, que delícia absurdo!

12 comentários em “GFriend encarnou o sapatonas-gostosas-concept e entregou outro grande número para 2020.

  1. Gfriend foi uma dos grupos que entregou um trabalho bem feito e redondinho nesse ano. Tô amando essa febre de retrô/disco que tá se espalhando pelo kpop e se comparar com i cant stop me (porque ambos bebem desse estilo) acho que mago fez um melhor trabalho em me cativar tanto na música como tbm no mv.

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  2. Pra ter certeza que essa teoria da boate gay faria sentido precisaria ter uma gay bêbado no canto ligando pra ex, sem isso é uma boate simples

    Mas a música tá legal mesmo, tenho que admitir

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  3. Eu até que gostava do conceito fofo do gfriend,mas pra mim assim que se passa dos 20 já tá bom de aegyo.Pq ninguém merece ver mulheres adultas daquele forma.

    De qualquer forma elas podem até ter demorado pra mudar de conceito mas pelo menos fizeram bonito.

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      1. Eu nem me incomodaria se elas voltassem pro aegyo – desde que fosse um aegyo BEM FEITO. Dá pra fazer um negócio fofo e feliz sem ser infantiloide, e o próprio GFRIEND fez isso muito bem em faixas como Rough.

        Mas se elas ficarem nessa linha de Mago, tá ótimo, ainda mais que é uma música que soa bem diferente do girlcrush genérico que todo girlgroup (tirando o TWICE) vem fazendo ultimamente.

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  4. 2020 tem sido um ano ótimo pros girlgroups.
    Aliás, até essa “ocidentalização” no kpop está sendo positiva por um lado.
    Pra um grupo que teve que arregar na mudança de imagem na época de Pingotip por causa da fanbase. Nos dias de hoje lançar isso, com a Yuju se esfregando deliciosamente num pole dance, sendo gostosa pra caralho é pra se surpreender.
    Esse ano as músicas e até os visuais das meninas parecem muito mais “maduras” (ignora as letras), isso vindo desde grupos mais antigos, quanto dos novatos.
    Itzy e até o Aespa estão com uma imagem jovem, mas não cai pra infantilização e ser fofinha. Hwasa pode ser gostosa, erguer o rabão nos clipes e mostrar o corpo, que não vira escândalo, espero que isso permaneça daqui pra frente.
    MAGO é a verdadeira chave de virada do Gfriend, música ótima, clipe maravilhoso e os visuais perfeitos. Espero que essa evolução renda e continuem nessa pegada.

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