Comentando o Show: SM Culture Universe – Black Mamba E01.

Eu sei que perdi total o timming da coisa já, mas juro que é por eu estar EMPREGADO FINALMENTE, então vamos lá. Um dos quadros mais populares do blog está de volta na sua área para comentar a mais nova loucura da SM Entertainment. Não é segredo para ninguém que o Lee Sooman, ex-CEO e um dos caras mais influentes da empresa, sempre quis criar projetos megalomaníacos e que fizessem a marca “SM” se destacar no mercado.

Ao longo dos anos, ele conseguiu isso fazendo o básico. Com o white-aegyo do SNSD, as farofas-grudentas do Super Junior, o oppa-sexy do EXO, até mesmo com a dupla-personalidade que foi adotada como algo inédito no Red Velvet, mas que já era feita por muitos outros artistas e por aí vai. Até que depois das boleiras, a empresa decidiu dar um passo maior e realmente inovar alguma coisa no cenário do pop sul-coreano. Assim nasceu o megalomaníaco e para muitos irritante NCT. O grupo com um número ilimitado de units e de integrantes, cujo foco é criar uma marca sem se apoiar nos cantores em si, pois com o tempo eles podem ser facilmente substituídos por pirralhos mais novos e com mais inocência para serem explorados essa receitinha é uma bomba relógio pronta pra explodir assim que alguns deles começarem a se graduar e também a jogarem a merda no ventilador.

Depois disso, veio o SuperM, um grupo formado por integrantes de outros boygroups da empresa. Que tem como foco se vender como o grupo de “heróis” da empresa, se comparando aos Avengers. Muita gente odiou a ideia, mas a SM finge que o hate não existe e vive descolando novos trabalhos pra essa rapaziada.

E mais recentemente surgiu o seu novo girlgroup metade humano e metade inteligência artificial, Aespa. Este que debutou depois de um intervalo de 6 anos desde o Red Velvet e que já era esperado por muitos, pelo potencial que tinha a oferecer. Acabou que as quatro garotas e suas quatro versos de mentira, até semana passada, formavam um grupo bem regular seguindo a tendência do girlcrush-explosivo do Blackpink. Até que resolveram lembrar de que estavam prometendo criar todo um universo da SM, onde os grupos iam coexistir em suas diferentes histórias e teorias de vida. Também copiando a Marvel, com toda uma estética Sci-Fi e de super-humanos.

Para isso, lançou um episódio do que promete ser uma espécie de série chamada ‘SM Culture Universe’ tanto é que esse post só existe pois têm a chance desse projeto ter vários episódios ao longo dos anos, possivelmente tendo seus capítulos lançados como forma de promoção para os futuros retornos de seus grupos. E o Aespa foi o primeiro “sortudo” a receber os “mimos”. Por ser algo de somente 10 minutos, acredito que o texto será menos extenso que os do I-LAND. Mas vamos lá.

O vídeo começa com algo que já deveria ter sido lançado antes do comeback, pois tem um enredo muito interessante e que causaria um impacto muito mais interessante na época. Isto, pois o episódio nos carrega para uma realidade alternativa, onde as pessoas anunciam o surgimento das ae como se fossem algo colossal e sem precedentes, seus nascimentos ocorrem por meio de um buraco de minhoca digital. O que já é uma propaganda muito melhor que aqueles poucos vídeos teasers do ano passado com as garotas digitais.

Depois disso, mostra “o professor da faculdade” explicando o que são as ae com um sorriso no rosto, porém toda a estética e fotografia já mostra que alguma merda vai acontecer estilo Black Mirror (será que Black Mamba também é um jogo de palavras para referenciar a famosa série da Netflix?). E então temos a apresentação de Giselle e sua versão virtual, que interagem por meio de um rack realizado pela ae, que é bem creepy para falar a verdade, mas que a menina de carne e osso leva como se fosse algo normal.

O próximo plot nos traz Winter arrasando como uma verdadeira gamer, está que está em uma partida ao lado de sua versão ae. Aqui as duas já parecem ser amigas, então nenhuma surpresa ou algo revelador sobre a relação delas. Exceto pela palavra ‘Next Level‘ aparecendo em destaque, a qual sabemos ser o nome do single mais recente do grupo. Seguida de Winter, temos NingNing se conectando com sua versão digital através de desenhos. E ambas ajudam a rackear um tipo de exposição de arte digital, para colocar seu desenho em foco.

Depois vem Karina, que mergulha na piscina e tenta entrar em contato direto com sua versão ae, através de um buraco de minhoca e quando elas tocam seus dedos ao estilo Dedo da Criação, o episódio nos leva de volta a sala de aula. Lá ae-Giselle passa por um momento meio estranho, mas que indica que algo no sistema deu errado e as ae foram hackeadas.

Em seguida temos a origem da Karina-do-mal sendo revelada, pois ela se transformou na pupila da ‘Black Mamba‘ por ter contato direto com sua versão ae justo no momento do hack. O mundo começa a colapsar com o evento SYNKOUT sendo estabelecido ao qual as ae-Aespa começam a se desconectar de suas formas humanas. Enquanto isso, a própria ae-Black Mamba assume o lugar do professor no palco da sala de aula, indicando que a partir de agora ela provavelmente tem mais controle que ele.

Em cenas pós-créditos vemos as ae preocupadas por não conseguirem mais se conectar com o mundo real, então decidem partir rumo a KWANGYA para descobrir a origem do problema, assim como resolvê-lo.

Minha opinião…

Sinceramente, achei bem legal isso aí. Ainda acho que seria muito melhor se lançado no ano passado, mas deu para entender que a SM queria manter o suspense sobre o motivo da Karina ter se “infectado” com a maldade de Black Mamba, assim como queria que todos se perguntassem o por quê as ae se desconectaram do mundo real. Mas sinceramente? Foi um tiro no pé, pois eu não vi NINGUÉM falando com empolgação sobre tais revelações.

É muito bacana quando séries e filmes guardam alguns plots para depois, mas acho que pro Aespa seria melhor jogar algumas coisas mais fáceis de serem fisgadas ou então alimentar a fanbase com mais frequência, para o enredo permanecer freso no imaginário de todos.

Mas no geral, é legal ver a empresa tentando sair da zona de conforto para um projeto que “transcende” os limites do cenário musical. Só vamos ficar de olho agora em quantos anos o Lee Sooman vai levar para atingir tal objetivo, pois em seis meses tivemos o quê? Duas respostas? Acho que os roteiristas precisam se esforçar um tiquinho mais.

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Um comentário em “Comentando o Show: SM Culture Universe – Black Mamba E01.

  1. Acho que se tivessem lançado o SM Culture antes do debut, tinha dado um impacto maior, pq aí não teria tempo do pessoal criar teoria e simplesmente seguir a onda, mas não foi bem assim que aconteceu. A SM só deu uma de Big Hit, pegou algum conceito que a fanbase acha que existia e fez virar realidade

    Curtido por 1 pessoa

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