Comentando o Álbum: Monster – Red Velvet Irene & Seulgi [2020]

Vocês não devem estar aguentando mais ver posts sobre o Red Velvet. Já é o terceiro seguido, mas foda-se. Vou postar mesmo. Nunca fingi não ser stan delas, então vocês que me aguentem. Dessa vez, vim aqui para falar do EP que lançaram de debut. Não tenho muito o que enrolar na introdução, então vamos logo aos comentários.

Como todo álbum vindo da SM do Red Velvet, começamos pelo single. Monster é magnífica. Em um primeiro momento, me causou bastante estranhamento por ter muito barulho, mas acho que os produtores seguraram a mão dessa vez. Deixaram o dubstep esquizofrênico só de refrão, pra faixa não ficar tão linear ou tão “lugar-comum” pra um single do Red Velvet. E tá que eu já gostava dela desde o princípio, mas parece que não para de crescer em minha playlist.

Seguindo com Diamond, temos uma faixa de elevador de motel. Ou seja, com uma pegada mais chill e ao mesmo tempo sóbria e sexy. Se no single elas expressam o auge de sua relação, aqui temos a trilha sonora do período refratário, onde as duas recuperam o folego antes de dar mais umazinha. Eu gostei bastante, mesmo não sendo um hino salvador de vidas. Funciona como uma boa b-side.

Feel Good continua com a pegada adulta-safada da unit com uma album-track roubada do próprio grupo. Ela me faz lembrar do The Perfect Red Velvet e não me impressiona se fosse um descarte dele. Consigo imaginar perfeitamente onde as outras garotas cantariam. No geral é bem chique, mas ficaria ali entre as mais fracas daquele LP, mesmo não sendo ruim. Eu enalteceria se estivesse vindo de um grupo como GFriend, mas tenho consciência de que falta um pouco de pulso no instrumental.

Logo após, temos mais uma b-side do OT5, mas dessa vez fazendo “referência” ao lado red delas. Jelly não despiroca no aegyo, continuando com a vibe adulta da unit, porém é mais descompromissada que todas as outras do álbum. Daria uma daquelas músicas com clipes recheados de cores pastel e com cenários que emulam cafeterias hipster. A mais fraca do EP todo, na minha opinião.

O solo da Seulgi, confesso que foi um pouco decepcionante para mim. Uncover é muito boa nessa pegada melancólica e reflexiva, porém eu esperava da gata um sexy-concept farofento de esfregar a xota no chão. Eu sei que ela já tinha até performado isso num concerto, mas eu não tinha assistido/ouvido inteira e tinha esperanças dela ter, pelo menos, um break safado. Mas quebrei a cara. Ainda assim, consigo me ver ouvindo casualmente em dias de fossa.

Para encerrar meus comentários, temos a música que está presente somente nas versões físicas do EP não, eu não tenho dinheiro pra comprar, logo, ouvi clandestinamente. Naughty é uma delícia que só. Não é muito original e assim que vocês ouvirem devem relacioná-la a pelo menos umas outras duas faixas de artistas da SM. Mas consegue ser muito boa e chiclete, além de voltar a animar as coisas, entregando a segunda e última farofa desse EP. Por algum motivo, a SM decidiu guardá-la e lançar digitalmente daqui a alguns dias. Existem boatos de que a dupla irá trabalhar ela como single, com direito a clipe e tudo. Vamos esperar pra ver no que dá.

No geral, este EP é bem agradável. Algumas de suas músicas podem não agradar a todos, mas pelo menos os singles já incluindo a última faixa são bastante memoráveis. Se formos comparar com toda a discografia das boleiras, esse álbum aqui não é um destaque, porém também não é um completo desperdício. O ‘The ReVe Festival’ Day 2 fez bem menos por mim.

Nota: 7,8

5 comentários em “Comentando o Álbum: Monster – Red Velvet Irene & Seulgi [2020]

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